quarta-feira, 22 de maio de 2013

E Rima a Morte...

Escritor de enfermos condenado estou,
Dor e morte servem a mim como tema.
Do amor e da vida passo longe,

Sigo os princípios de meu poema.

E quando a chaga atingir-lhe o corpo
Banhar-se-á em minha literatura.
Perto da morte estarás,
E deleitar-se-á com minha cultura.

Meu eu lírico é a morte,
Doce vida vivida,
Denegrida, por algo mais forte.

Trago tua vitalidade
Como um charuto, e tuas cinzas,
Meus versos formam.
Diego Castro

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