Escritor de enfermos condenado estou,
Dor e morte servem a mim como tema.
Do amor e da vida passo longe,
Sigo os princípios de meu poema.
E quando a chaga atingir-lhe o corpo
Banhar-se-á em minha literatura.
Perto da morte estarás,
E deleitar-se-á com minha cultura.
Meu eu lírico é a morte,
Doce vida vivida,
Denegrida, por algo mais forte.
Trago tua vitalidade
Como um charuto, e tuas cinzas,
Meus versos formam.
Diego Castro
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