domingo, 4 de agosto de 2013

Tempos de Mudança

Relembro lembrando uma lembrança,
Há muito deslembrada.
Uma certeza, inquestionável,
Desmorona, questionada.

Certezas tornam-se incertezas, 

Incertezas, meras possibilidades.
Possibilidades quando muito, pois
Questionadas, beiram completa impossibilidade.

O que fazer quando as mais

Concretas certezas de nosso viver
Tornam-se meras ruínas,
Pelas lembranças perdidas,
Trazendo conflito ao nosso ser? 
Diego Castro

terça-feira, 28 de maio de 2013

É na Escuridão Onde Surgem as Mais Belas Coisas

Quando nos vemos presos,
Perdidos, na mais completa escuridão
Iluminando nossa mente e alma surge, no alto,
Num clarão, um mar cintilante de pontos dourados.

Tomamos novamente rumo,
Sentimos a doce e suave brisa.
Olhamos para o belo mar estrelado, 
E as ondas ainda nos perdem de vista.

Unidos, seguimos aquele nosso rumo.
Sem olhar para trás, e pensando, e pensando,
E pensando, como será nosso Universo futuro?
Diego Castro

sábado, 25 de maio de 2013

Amores Sem Cor

Como uma bomba,
A raiva explode dentro de mim.
Também como uma bomba,
Ela rapidamente tem um fim.

Começa a surgir a tristeza
Reconheço sua falta de amor...
Senti, no fundo de minh'alma
A dor de um amor sem cor.

Só imagino essa tristeza
Como rios de intermináveis águas escuras
Que desaguam em um lago sem vida.

Agora, só me resta uma coisa,
Esperar o mais poderoso dos remédios,
O tempo.
Diego Castro

quarta-feira, 22 de maio de 2013

E Rima a Morte...

Escritor de enfermos condenado estou,
Dor e morte servem a mim como tema.
Do amor e da vida passo longe,

Sigo os princípios de meu poema.

E quando a chaga atingir-lhe o corpo
Banhar-se-á em minha literatura.
Perto da morte estarás,
E deleitar-se-á com minha cultura.

Meu eu lírico é a morte,
Doce vida vivida,
Denegrida, por algo mais forte.

Trago tua vitalidade
Como um charuto, e tuas cinzas,
Meus versos formam.
Diego Castro

terça-feira, 21 de maio de 2013

Pequena Poesia dos Sons Descontentes

Atravessando todas as barreiras do silêncio
O som penetra em minha mente.
Sons, ecos, lamentos, murmúrios.
Histórias que não desejava ouvir,
que não queria saber ou sentir.
Histórias que deixam descontente
Um inconsciente de minha mente.
Mas perdem seu significado
Quando morrem, externamente.
Diego Castro

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Lembrança Doce dos Morangos

Teu perfume chegava até mim,
Doces morangos dos campos.
A paixão atingia meu corpo, e
Meus sentimentos por ti eram tantos...

Recordo-me da primeira vez
Que os olhos encontraram os teus.
Ah, apaixonar-me-ia, um dia!
E tinha certeza de que não tardaria.

Recordo-me, também, de quando
Meus lábios colaram os teus.
Ficar sem você estava me matando.


Eu só queria um amor com sabor
Das frutas dos campos,
Doces morangos dos campos.
Diego Castro

domingo, 19 de maio de 2013

Feliz Final de um Dia de Poesia

Como num instante,
Todo o dia passa.
O tempo voa quando tenho,
Em minhas mãos, minha amada.

A escuridão já toma conta,
A Lua, no céu, pronta.
Não posso mais enxergar-te,
Mas ainda posso sentir-te.

Apenas o dia escurece,
Mas meu coração permanece
Iluminado, apaixonado.

Nos amamos até o anoitecer,
Para depois nos amarmos de novo,
Até lá, sonharemos não esquecer.
Diego Castro

O Entardecer Chuvoso de um Dia de Poesia

Já nuvens trazem a chuva,
Já a chuva molha os campos
E limpa todas as impurezas.
Restam apenas algumas certezas.

Certezas até incertas.
Meu amor por ti,
O calor de permanecer ao seu lado,
A felicidade por estar ali.

Gotas desabam em meu rosto,
Gotas de chuva, de choro.
O que é a chuva senão um choro
Dos céus, trovões caem em coro.

Mantemos o calor de nossos corpos
Abraçando-nos, colando-nos.
Olhamos para cima,
E vemos o céu chorando.
Diego Castro

sábado, 18 de maio de 2013

O Amanhecer de um Dia de Poesia

O Sol já nasce ao longe
Hora de acordar, minha flor.
Pra viver, mais um dia
Pra esquecer, mais uma dor.

Como viver sem uma dor?
Como viver sem um amor?
Como já disse um poeta,
Em um codinome beija-flor.

O amanhecer lava a alma,
O Sol retira a mágoa.
Enquanto desabotoo sua blusa
Com a maior calma.

Amanhecemos nos amando,
E torço, fortemente, para que
Não anoiteçamos nos odiando.
Diego Castro